Depois de localizar alguns dos documentos em cartórios, fui ao Arquivo Público para ver se encontrava os que faltavam. Aproveitei para ver se existia no acervo os documentos que eu já havia encontrado, pois aí já fazia uma cópia simples, pois estou primeiro coletando as informações para ver se posso fazer a solicitação para depois ver certinho os documentos.
Então, numa semana enviei um e-mail com as datas certas de dois dos eventos e selecionando alguns livros de registro de óbito para pesquisar. Isso com uma semana de antecedência. É óbvio que no dia quase esqueci que tinha feito a reserva. Mas aos 45min do segundo tempo lembrei, e liguei para lá para garantir que que eles tinham separado os livros (visto que em uma semana as coisas mudam, e e-mails as vezes não funcionam). Mas me deram o ok que estava tudo separado.
Cheguei lá e perguntei como funcionava: Temos que deixar a bolsa nos armários e daí temos acesso à sala de pesquisa. Fui lá eu, bem sozinha, localizei meu nome e a pilha de livros que me dizia respeito. Esqueci de comentar, para um dos documentos eu não tinha a data, só o nome, neste caso fiz uma estimativa de quando o fato podia ter acontecido, o que me deu um intervalo de 10 anos. Logo, cheguei lá e havia uma pilhona de livros. Isso realmente me assustou.
Peguei o primeiro e comecei a folhear, página por página. Não achei nada, peguei o segundo... o terceiro... e nada.
Aí começou a doer o pescoço, e dar um certo pânico, principalmente porque lembrei da Lei de Murphy, e vi que aquele era apenas o terceiro livro...
Mas fui folheando, comecei nos mais recentes que eram digitados, quer dizer, datilografados (para ver como o mundo muda) e fui indo, vi que não era muito demorado embora eu tivesse muitos livros para ver.
Bem, acho q depois de uns 8 livros achei uma das certidões que eu queria. Foi bem interessante pois já estava desanimando, pensando que teria que voltar outro dia, que seria impossível, aí olho, e lá estava ela, no meio de um monte de ácaros, a certidão do meu Bisavô.
Depois precisava achar a da minha bisavó, esta eu tinha a data, mas o pessoal do arquivo não localizou pois ela estava com nome diferente. Isso é um problema, esses registros geralmente tem nomes diferentes, por exemplo, minha avó tem três nome, um em cada documento, em uma é Maria Paulina, noutro é Paula, e em um terceiro, Paulina. Fica complicado né?
O óbito dela foi em 1929, e a certidão foi preenchida manualmente, horrível de ler.
Aí, encontrei o documento e pedi para eles providenciarem a cópia, no dia seguinte pude ir buscar. Facinho, facinho, e nem lembrava mais do pânico daquela pilha de livros cheios de ácaros.
Mais detalhes sobre o Arquivo Público no post: Onde conseguir documentos: Arquivo Público
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28 de out. de 2008
25 de out. de 2008
Minha Descendência - BUCHFINK
Bem, meu bisavô e bisavó paterno vieram da Alemanha, seus nomes eram Johannes e Paulina Buchfink.
Dizem que meu bisavô lutou na 1ª Guerra e veio para cá antes de estourar a 2ª Guerra, inclusive minha avó conta que ele tinha sequelas psciquicas por causa da Guerra, mas não sei mais detalhes.
Veio meu bisavô e minha bisavó e vários filhos (imaginem que loucura de embarcar em um navio para atravessar o oceano com um monte de filho, para ir pra uma terra que não se sabe quase nada. Tem que ter coragem né?) E pelo pouco que sei, eles não tinham nada aqui, não conheciam ninguém pois vieram bem depois do processo de imigração Alemã para o Rio Grande do Sul.
Bem, não sei precisar quantos Buchfink vieram da Alemanha, mas foram o casal e alguns filhos. Meu Avô e mais 1 ou 2 de seus irmãos nasceram no Brasil, por volta de 1930.
Então sou da 4ª geração de Buchfink que estão no Brasil. Bonito isso não?
Pena que não diz muita coisa, só que tenho q arregaçar mangas e ir a luta, ou melhor à pesquisa.
Dizem que meu bisavô lutou na 1ª Guerra e veio para cá antes de estourar a 2ª Guerra, inclusive minha avó conta que ele tinha sequelas psciquicas por causa da Guerra, mas não sei mais detalhes.
Veio meu bisavô e minha bisavó e vários filhos (imaginem que loucura de embarcar em um navio para atravessar o oceano com um monte de filho, para ir pra uma terra que não se sabe quase nada. Tem que ter coragem né?) E pelo pouco que sei, eles não tinham nada aqui, não conheciam ninguém pois vieram bem depois do processo de imigração Alemã para o Rio Grande do Sul.
Bem, não sei precisar quantos Buchfink vieram da Alemanha, mas foram o casal e alguns filhos. Meu Avô e mais 1 ou 2 de seus irmãos nasceram no Brasil, por volta de 1930.
Então sou da 4ª geração de Buchfink que estão no Brasil. Bonito isso não?
Pena que não diz muita coisa, só que tenho q arregaçar mangas e ir a luta, ou melhor à pesquisa.
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Minha história
Durante toda minha infância o máximo que me aprofundei sobre a Alemanha foi nas aulas de História e Geografia. Ah, também sabia que meu sobrenome era Alemão BUCHFINK e que ninguém nunca conseguia escrevê-lo. B.U.C.H.F.I.N.K, era a Lígia pequenininha explicando para as pessoas.
Também quando eu era pequena, na praia, minha avó contava histórias de quando ela era pequena, numa destas ela me contou que meu bisavô tinha vindo da Alemanha, lutado na Guerra, etc. Então eu também sabia disso.
Acontece que minha descendência é por parte de meu avô paterno, só que minha Avó Paterna se divorciou do meu avô quando meu pai ainda era pequeno, e ela se mudou de cidade. Então nunca tivemos muito contatos com parentes e toda essas coisas de famílias grandes.
Então minha situação, ao começar a pesquisa era: não sabia nada de Alemanha, não tinha nenhum contato com a cultura Alemã (exceto por morar em São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Berço da Colonização Alemã) e não sabia nada sobre meus parentes, genealogia, etc. Mas como quanto mais difícil mais divertido é... isso foi inspirador.
Assim comecei a bisbilhotar de vez em quando, entrar em sites, arrancar as informações restritas do meu pai, da minha avó, e aos poucos se vai avançando. Ainda mais com q Internet que facilita horrores a vida da gente. O que no começo parece um buraco negro, com o tempo vai despertando alguns feixes de luz e você vai juntando as informações, conhecendo pessoas, entendendo como funciona e se divertindo.
Parece difícil e é difícil, mas não impossível.
Também quando eu era pequena, na praia, minha avó contava histórias de quando ela era pequena, numa destas ela me contou que meu bisavô tinha vindo da Alemanha, lutado na Guerra, etc. Então eu também sabia disso.
Acontece que minha descendência é por parte de meu avô paterno, só que minha Avó Paterna se divorciou do meu avô quando meu pai ainda era pequeno, e ela se mudou de cidade. Então nunca tivemos muito contatos com parentes e toda essas coisas de famílias grandes.
Então minha situação, ao começar a pesquisa era: não sabia nada de Alemanha, não tinha nenhum contato com a cultura Alemã (exceto por morar em São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Berço da Colonização Alemã) e não sabia nada sobre meus parentes, genealogia, etc. Mas como quanto mais difícil mais divertido é... isso foi inspirador.
Assim comecei a bisbilhotar de vez em quando, entrar em sites, arrancar as informações restritas do meu pai, da minha avó, e aos poucos se vai avançando. Ainda mais com q Internet que facilita horrores a vida da gente. O que no começo parece um buraco negro, com o tempo vai despertando alguns feixes de luz e você vai juntando as informações, conhecendo pessoas, entendendo como funciona e se divertindo.
Parece difícil e é difícil, mas não impossível.
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